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Bancos não conseguem evitar aglomerações


A corrida de milhões de brasileiros em busca do auxílio emergencial de R$ 600, pagos pelo Governo Federal, tem gerado aglomeração de pessoas nas agências da Caixa. O mesmo cenário é visto ao redor de outras instituições bancárias, com clientes que buscam sacar o salário do mês ou resolver algo de forma presencial. Em Belém, diversos bancos privados têm registrado enormes filas, sem qualquer tipo de controle por parte de funcionários. Há várias reclamações de clientes, que chegam cedo, mas não sabem a hora que serão atendidos.

A situação foi observada ontem, sobretudo em agências localizadas em bairros populosos da capital e do centro. As filas formadas do lado de fora não respeitaram o espaço recomendado de um metro e meio entre as pessoas, para evitar a transmissão da Covid-19.

No bairro da Pedreira, que possuía 43 casos confirmados da doença até a tarde de ontem, centenas de pessoas esperavam por atendimentos, próximas umas das outras, em meio ao forte calor da manhã. Clientes do banco Itaú reclamavam que muitas unidades estavam fechadas. Como a da Pedreira seria uma das poucas em funcionamento, clientes de outros bairros procuraram o banco.

Dona Luzia Sena buscava receber o dinheiro da aposentadoria. “Eu já rodei a cidade inteira. Me informaram que apenas a da Pedreira estava funcionando. Agora a gente é obrigada a passar por isso, o povo fica perdido e nem mesmo fila de prioridade tem aqui”, reclamou, enquanto caminhava para o fim da fila, sem saber a hora em que seria atendida. Outra agência bancária que estava com aglomeração era a do Bradesco, quase ao lado da do Itaú.

Já numa agência localizada na avenida Magalhães Barata, o cenário era ainda pior. Diversas pessoas juntas na entrada do banco, em uma fila que acabava quase em frente a Delegacia Geral da Polícia Civil. Graça Modesto, 66, saiu da avenida Augusto Montenegro e disse que passou por várias agências fechadas. Ela, que precisava voltar o quanto antes para casa, pois cuida da mãe que está doente, não sabia a que horas sairia do banco, em Nazaré. “Se não querem aglomeração, então por que fecham os bancos? Meu marido foi embora, não aguentou esperar muito tempo. Eu mesma preciso ir, mas preciso do dinheiro para comprar comida”, questionou.

NOTA

O Sindicato dos Bancários do Pará informou que acompanha atenta e ativamente a grave situação da pandemia, em especial no atendimento prestado à população nas agências de bancos públicos e privados.

A entidade sindical tem cobrado das instituições financeiras e das autoridades públicas medidas efetivas que contribuam para preservar a saúde e a vida dos funcionários, vigilantes e da sociedade que necessita dos serviços bancários.

“Nesse sentido, já conquistamos mais de 250 bancários trabalhando em home office, de licença ou férias, o afastamento dos bancários que integram o grupo de risco, a não demissão de bancários no Bradesco, Itaú e Santander durante a pandemia, a disponibilização de álcool em gel, máscaras, protetores de acetato e instalação de barreiras de acrílico nas áreas de atendimento físico das agências, a limitação do acesso às agências, dentre outras reivindicações feitas pelo Comando Nacional dos Bancários em mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos”, disse a categoria.

O sindicato também afirmou desconhecer a existência de agências de bancos privados fechadas na Grande Belém nesse período.

“A categoria bancária tem cumprido seu papel social de atender a população da melhor forma possível nas agências, mas obviamente todos que trabalham na linha de frente sabem dos riscos que o coronavírus impõe à sociedade e, por esse motivo, estão apreensivos com toda essa situação. Dessa forma, o Sindicato dos Bancários tem se mantido vigilante para garantir os direitos da categoria e da população”.


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