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COVID-19: respostas bíblicas

Esta semana recebi, em um grupo cristão de whatsapp, a seguinte palavra, retirada da Bíblia Sagrada

ISAÍAS 26, versículo 20: "Vá, meu povo, entre em seus quartos e tranque as portas; esconda-se por um momento até que tenha passado a ira dele".


Importante lembrar que, para nós cristãos, os textos escritos na bíblia são sagrados e atuais. Igualmente cremos que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre.

Diante disso, ao ler esses textos, é comum, em nossos corações, o sentimento de que foram escritos para nós.

Não raro, o contato com a Palavra de Deus nos direciona, nos conforta, nos esclarece, nos,..., e também, quando preciso, nos adverte, corrige, constrange e nos prepara para situações, às vezes difíceis, que estão por vir.

Com frequência, diante dos desafios da vida, lembro-me da passagem, trazida em JOÃO 16, versículo 33, na qual o evangelista rememora que, quando por aqui, Jesus nos preparou para a realidade havida no mundo, qual seja: que nós teríamos aflições. Mas, enquanto nos preparava para os dias tristes, porque Deus não mente, também nos confortava ao afirmar que Ele, quem peleja por nós, venceu o mundo.

Em vários outros momentos e textos bíblicos somos conduzidos, por pior que seja a situação, a mantermos a fé e a esperança.

Escrevo sobre isso, nesta semana, porque o mundo vive uma aflição generalizada nunca havida em tempos de paz. Todos os países enfrentam, ao mesmo tempo, uma guerra invisível contra o coronavírus e cujo resultado tem sido de muitas perdas e de intenso sofrimento coletivo.

Esse contexto mundial, tem dado autorização aos Estados para relativizarem suas Constituições e, com isso, limitarem, a cada dia mais, as liberdades individuais e sociais, o que é necessário em prol do bem da coletividade.

Contudo, apesar de todos os esforços públicos e pessoais, no mundo, os índices negativos crescem em disparada.

Diante disso, muitos cristãos, e não cristãos, têm percebido que a situação foge do controle humano. Por vezes temos a sensação de estar em alto mar, a deriva, enfrentando uma grande tempestade e isso me faz lembrar a passagem de MARCOS 4, versículo 39, quando os discípulos, desesperados, porque o barco quase afundava devido à intensidade das chuvas e dos ventos, chamaram Cristo que, com uma única palavra, fez o vento cessar e a calmaria tomar o lugar.

Hoje vivemos uma situação que nos abre os olhos para nossa limitação e vulnerabilidade. Somos obrigados, por precaução, a permanecermos em prisão domiciliar porque cremos que, isolados em casa, a ira do COVID-19 vai passar (ISAÍAS 26, 20).

Diante disso, estamos vivendo as aflições que Cristo, lá atrás, já havia nos preparado (JOÃO 16, 33). Junto a estas, que tenhamos a certeza de que, se clamarmos coletivamente por Jesus, assim como, ao ouvir o apelo dos discípulos, Ele fez com a tempestade, com uma única palavra, Ele há de devolver, ao planeta terra, a calmaria.

Essa certeza legitima-se por inúmeros fatores, cito alguns: a Palavra de Deus é real e viva; somos frágeis mortais, criaturas dependentes do Criador; todas as vezes, na história do povo de Deus, que este se uniu num único clamor, o milagre aconteceu. Isso porque onde Jesus esteve milagres o acompanharam.

Como, hoje, Cristo é o mesmo, onde é convidado a estar, o milagre chega junto. Eu creio e, por isso, peço, aos que creem que, nessa quarentena, enquanto seguimos nossa rotina, dentro da nova e temporária realidade, que nossos corações estejam voltados a Deus, ao Eu Sou, pois somente Ele é TUDO o que precisamos neste e em todos os momentos de nossas vidas. Aos que não creem, permitam-se, solidariamente, a unirem-se no clamar.

Katiuscia Oliveira de Souza Marins


Fonte: Jornal Fato

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